OS OCEANOS ESTÃO MUDANDO

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DIETA DE LIXO PLÁSTICO HUMANO

As fotos do fotógrafo Chris Jordan, " Current Work", outubro de 2009, podem ser visualizadas em:   http://www.chrisjordan.com/current_set2.php?id=11

 

"Essas fotos de albatrozes bebês foram feitas há apenas algumas semanas no Atol  Midway, pequeno trecho de areia e coral perto do meio do Pacífico Norte. Os bebês ainda no ninho tem a barriga cheia de plásticos que seus pais, que voam a grande altura sobre o vasto oceano poluído coletando o que lhes parece ser alimento, trazem então de volta para seus filhotes. 

Com esta dieta do lixo humano, a cada ano morrem de fome, toxicidade e asfixia em  Midway dezenas de milhares de filhotes de albatrozes.
  Visando documentar este fenômeno tão fielmente quanto possível, nem uma única peça de plástico foi movida, colocada, manipulada,arranjada ou alterada de nenhum modo. Dessas imagens se depreende o conteúdo real no estômago dos pássaros bebês em um dos mais remotos santuários marinhos, a mais de 3.200 km do continente mais próximo." ( minha tradução livre)



Difícil descrever e ainda mais difícil incorporar tal atrocidade, causada por desatenção, desconhecimento, distração e, ainda que não intencional, dissocia o humano do  verdadeiro significado da vida no planeta Terra.

Se o gerenciamento das cidades fosse constituído por mais soluções práticas eficazes para o tratamento do lixo urbano, em especial o pós-consumo, faltaria ainda à consciência humana sofrer um salto de qualidade rumo à sua própria evolução, sem o qual podemos prever com exatidão o futuro sombrio que nos aguarda.

Enquanto ficamos escrevendo, pesquisando, blogando e acompanhando os movimentos políticos dos cérebros que decidem como será esse nosso futuro, penso com profunda inquietação que o metabolismo do planeta tem seu próprio tempo e, se não estivermos sincronizados, os fenômenos naturais não nos prestarão nenhuma satisfação.

Lembro-me de uma frase cabalista muito significativa:" A CONSCIÊNCIA CRIA A MATÉRIA."

       Coloco-me em luto pela morte não intencional dessas aves.

Angélica
PS: Para quem quiser saber que há muitos casos similares a este, indico a leitura do livro "COLAPSO- COMO AS SOCIEDADES ESCOLHEM O FRACASSO OU O SUCESSO" do cientista Jared Diamond, Ed. Record, 2005

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Reciclagem de plásticos: soluções sob medida

A nova WFD (Diretiva sobre Resíduos) será peça chave na direção de a União Européia obter maior eficiência em seus recursos. Isto porque serão criados incentivos para direcionar o lixo dos aterros, estimulando o desenvolvimento de tecnologias inovadoras de reciclagem e permitindo maior flexibilidade na seleção das melhores opções de gerenciamento do lixo urbano.

A partir do momnto em que o Parlamento Europeu aprovou a WFD em junho, a palavra "reciclagem" começou a englobar mais tipos de tecnologias de reciclagem do que nunca.


A indústria de plásticos prevê que esta decisão não apenas irá encorajar meios mais sustentáveis de lidar com resíduos que de outra forma acabariam em aterros, mas também irá finalmente simular o progresso em todos os tipos de opções de reciclagem.

Em particular para os plásticos, a possibilidade de adaptação da tecnologia de reciclagem para  cada material, irá resultar em esquemas adequados de gerenciamento de resíduos e conduzirá à eficiência otimizada de recursos.(...)


Momento para implementar reciclagem química ou "feedstock recycling" do lixo plástico. Através da quebra das cadeias moleculares dos polímeros é possível retornar aos blocos constituintes de seus elementos químicos básicos - monômeros, gases de síntese e outros intermediários-  e, com isso, será possível  alcançar uma solução mais ecoeficiente do que a reciclagem mecânica, principalmente nos casos de plásticos múltiplos misturados e difíceis de separar ou processar. Em muitos casos, esta é a solução mais ecoeficiente.


Requisitos legais ainda forçam  os estados membros a reduzir o volume de residuos que seguem para aterros e promover atividades alternativas. Nos termos da revisão da WFD, o alvo ambicioso de 50 por cento foi acordado para a reciclagem do lixo doméstico. Notadamente países como Áustria, Bélgica, Dinamarca, Alemanha e Holanda já alcançaram este objetivo. Outros possuem desafios diferentes pela frente e a definição mais ampla de reciclagem certamente irá ajudá-los a atingir o objetivo.(...)

A Europa não pode mais dar-se o luxo de desperciçar seu lixo e a WFD revisada reconheceu sua importância como um recurso valioso. Os plásticos usados são agora parte de uma figura mais ampla de eficiência e sustentabilidade e ignorar este importante recurso literalmente será um vergonhoso desperdício de energia.


De: Thermoforming Quarterly - Vol. 28, 2009, p. 28; J.E.Johansson, Plastics in Packaging,UK, 2008.
  

quinta-feira, 21 de maio de 2009

De onde vem tanto lixo?

Desde 1994 a ONG do Reino Unido Sociedade para Conservação Marinha www.mcsuk.org promove trabalho voluntário para a obtenção de estatísticas de lixo encontrado nas praias do Reino Unido. Em 2008, 5219 voluntários da Sociedade em todo Reino Unido limparam e classificaram 374 praias, cobrindo 175,7 km da costa marítima. Em apenas um final de semana os voluntários encheram 3188 sacos contendo 385.659 itens de sobras de lixo e calcularam a média de 2195 itens/km! A quantidade de lixo nas lindas praias britânicas atingiu seu nível mais alto desde que a MCS iniciou a contagem dos registros em 1994: o número de itens por km de praia aumentou 110 % entre 1994 e 2008! São quatro as principais fontes desse lixo: --- do público --- da pesca --- da navegação --- dos esgotos É prá se pensar; afinal, os frequentadores assíduos das praias britânicas - sem conferir meu pressuposto - seguramente são pessoas de alto nível socioeconômico e muito bem-educadas! Educação não resolve o problema do lixo atirado ao acaso? É preciso pesquisar o que dizem os educadores e especialistas em comportamento humano. Fonte: http://www.mcsuk.org/mcs2/beachwatch/what_we_found_out Foto: http://www.fotosearch.com/MAP115/mr5_060/ roylaty free

sábado, 9 de maio de 2009

Faça você mesmo: chegou a vez de RECICLAR

Uma definição disponível no Dicionário Antônio Houaiss da Língua Portuguesa, 2004 para a palavra reciclagem é: “(...) 2. ECO INDÚS. Recuperação da parte reutilizável dos dejetos do sistema de produção ou de consumo, para reintroduzí-los no ciclo de produção de que provêm. 2.1 adaptação a uma nova utilização (...)p.2400” Em palavras muito condensadas, encontra-se no Webster’s College Dictionary, 1991: “(...) reciclar 1. tratar ou processar (materiais usados ou dejetos) de modo que se tornem adequados para reuso. 2. alterar ou adaptar para novo uso. (...) p. 1128” Da forma como o fazemos, reciclar soa como o simples ato de entregar aos PEVs (Postos de Entrega Voluntária) os materiais usados que juntamos em casa.
Mas, será isso mesmo o que a reciclagem representa?
Voltamos a falar em COLETA SELETIVA pois sem ela NÃO HÁ RECICLAGEM eficiente e permanece o problema do lixo, principalmente devido a uma série de aspectos que DEPENDEM da SUA DECISÃO, tão logo acabe de consumir o produto acondicionado em embalagens feitas de quaisquer materiais.
Por exemplo, frascos, potes, garrafas, sacolas, copos, folhas de papel cartão, alumínio ou plásticos sujos ou contaminados por restos de alimentos, gordura, óleo e outros, dificultam ou NÃO podem ser adequadamente reciclados por processos industriais.
No caso dos plásticos, a simples reciclagem mecânica muito usada para “adaptar plásticos para novo uso”, não é praticável ou resulta em produtos de baixíssima qualidde. Em suma, a COLETA ou SEPARAÇÃO SELETIVA do LIXO PÓS-CONSUMO permite que apliquemos os 4 Rs de modo a nos engajarmos ao CONSUMO SUSTENTÁVEL! Quer ver? 1- REDUZIR: separando plásticos, papel, vidro e metais você REDUZ a quantidade de dejetos que seriam destinados aos aterros e lixões! 2- REUTILIZAR: reaproveite, use outra e outra vez, potes, frascos, sacolas de boa qualidade, vidros e uma infinidade de itens que o permitem, pois fazendo assim ,você de novo REDUZ a quantidade de lixo que vai para os aterros! 3- RECICLAR: materiais recicláveis minimamente em bom estado de limpeza permitem aumentar sua oferta ao mercado desses materiais e, portanto, ao longo do tempo, irão permitir que a RECICLAGEM cresça a níveis de fato, satisfatórios! 4- REPENSAR: REPENSE sua atitude antes de consumir e antes de descartar as sobras dos produtos que consome! Praticando os 4 Rs você está adentrando o mundo do CONSUMO SUSTENTÁVEL, onde a SUA ATITUDE perante a COLETA SELETIVA ajuda a melhorar esse mundo porque: Economiza energia e recursos naturais!… Reduz a poluição e o acúmulo de lixo urbano!… Reduz a quantidade de lixo que sobra para ser enterrado!... Contribui para a redução dos gases do efeito estufa e, portanto, do aquecimento global... Inspira outras pessoas... Permite inclusão social de ex-catadores de lixões e oportunidades de trabalho!... Ainda tem mais, se você achar que isso é pouco.

Referênias citadas:

Dicionário Antônio Houaiss da Língua Portuguesa, 2004, 1ª reimpressão com alterações, ISBN 85-7302-383-X, Brasil;

Webster's College Dictionry, 1991, ISBN 0-679-40110-5; ISBN 0-679-40100-8, EUA.

Foto:www.fotosearch.com.br,42-16973648, royalty free.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Faça você mesmo

Compromisso é prá cumprir. Na edição de 29 de abril passado, escrevi que enviaria texto para ajudar você a ser o(a) facilitador(a) da implantação da Coleta Seletiva em seu condomínio, local de trabalho ou outro. Bem sei que falar de lixo não tem nenhum charme... e ainda por cima, o tema diz respeito à administração pública ( para isso pagamos impostos) e à indústria que fabricou os produtos que consumimos. Mas, sabe como é? O que cada um faz, conta. Você se depara com essas palavras na mídia em geral. Garanto que não vai perder muito tempo e que quando estiver funcionando, vai comprovar que não foi tão difícil asim, e você vai ficar muito satisfeito(a) consigo mesmo(a) pelos resultados obtidos. Você só precisa de uma "ajudazinha" de um ou dois vizinhos para montar a equipe de apoio. Agrupe e adapte o texto que se seguirá a este para o seu ambiente de modo a compor uma apresentação no formato power point, ideal para um email coletivo e ainda melhor se você não ultrapassar dez slides.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Faça você mesmo

Você mora em casa ou apartamento, condomínio com poucos ou muitos moradores, ou variaçõs sobre o tema.
Hoje somos 65 milhões de pessoas online no Brasil. Todo mundo conectado. Veja dados da pesquisa no link

<http://plunkplakzum.blogspot.com/2009/04/recentes-pesquisas-sobre-o-mercado-de.html>

Você já sabe o suficiente sobre coleta seletiva e separa os recicláveis do lixo úmido na sua casa, acreditando que a empresa que coleta o lixo no seu bairro vai dar destinos distintos para coisas distintas.
Um dia chega em casa bem na hora em que o caminhão do lixo está recolhendo o lixo da lixeira no seu condomínio e - surpresa- vê que seu esforço é em vão, pois tudo se mistura na caçamba do bruta-montes!!
Quer mudar isso?
Fácil, acredite! Use o poder da internet com seus vizinhos. Dê dois passos e veja só o que você pode fazer com pouquíssimo esforço para ajudar a aumentar a coleta seletiva e, consequentemente, a reciclagem.
Ou leve a sugestão ao síndico.
1- Contate a cooperativa de reciclagem mais próxima do seu bairro e
2- Compre um "big bag" para armazenar temporariamente os recicláveis.
Comemore! Você implementou a coleta seletiva em seu condomínio, sem sair de casa, sem reuniões de condôminos, sem grandes explicações.
O terceiro passo é distribuir via internet para os moradores o texto que será postado no Anda AMBiente a seguir. Curtinho. Contém só o necessário.
Decida pequenas questões de logística interna (manuseio , espaço, horários, cores dos sacos de lixo). Se quiser faça um pequeno contrato de prestação de serviços de coleta com a cooperativa tal que seu condomínio seja doador de materiais recicláveis sem outros custos e nada mais!
Mãos à obra! Acredite! Fácil !
Aos poucos mais materiais finalmente serão reciclados de volta nas indústrias.
A foto inferior mostra quase a totalidade de sacos pretos na lixeira da rua : trata-se de um condomínio em que os moradores adotaram a coleta seletiva seguindo o procedimento acima. Nos sacos pretos só há lixo orgânico ( como nada é perfeito,tem aí um saco azul contendo lixo orgânico também, não tem problema).
Na foto ao alto você vê materiais recicláveis misturados ao lixo úmido: trata-se de condomínio que ainda não implementou a coleta seletiva. A lixeira será esvaziada pelo caminhão do lixo que vai despejar em aterro materiais que poderiam ser reciclados.
O destino deste planeta cansado está ainda em nossas mãos.
O que cada um de nós faz, conta.

Vamos fazer o meio ambiente andar...

Andar para frente impulsionado pelo consumo consciente. Vamos prestar atenção aos diversos produtos que compramos, à freqüência com que os consumimos e ao impacto que o “simples” descartar e jogar fora causam ao nosso redor, seja bem perto ou muito longe de nós.
Vamos reavaliar o paradigma reducionista dos anos 70 adotado por nossa cultura de consumo “usar e jogar fora”. “Fora”? Onde fica esse lugar?
Má notícia: quase sempre “fora” é à nossa volta, do outro lado do muro, nos espaços públicos, ruas e avenidas, lagoas....todos aqueles lugares à nossa volta que acabam, cedo ou tarde, tornando-se depósito de nossos descartes, principalmente o fundo dos oceanos ... Lá onde já não somos mais referência, pois nós a transferimos para outros sistemas...
Pior ainda, para os ecossistemas que nos mantêm vivos.
Pensemos em evitar o desperdício – não vamos comprar dois litros de qualquer coisa meramente porque o preço unitário é menor do que se comprarmos 500 ml, sabendo que dois litros de qualquer coisa poderão acabar no buraco da pia.
Vamos às compras porque precisamos, gostamos, queremos ou o que for. Ao mesmo tempo, alguma vez consideramos os resultados do consumo desmedido? Conseguiremos preservar a vida, uma vez se mantenham os padrões das sociedades modernas? Girar a economia é tudo?
Mais consumo, mais lixo. A engenharia e a tecnologia têm resolvido parte dos problemas de disposição do lixo, mas o consumidor que não considerar o impacto de suas ações sobre o meio ambiente, está apenas colaborando para criar mais dificuldades ao redor de si mesmo.
Vamos ficar espertos: a engenharia e a tecnologia estão ocupadas demais com as grandes questões do século 21.
Vamos andar com o meio ambiente... o que cada um faz, conta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dicas VERDES para quem vive à beira-mar

ESSAS SÃO MESMO BOAS PARA QUEM NÃO É MARINHEIRO MAS ESTÁ SEMPRE RECEBENDO A ENERGIA DO MAR ... ANOTE...
1. Reduzir a quantidade de gás do efeito estufa que geramos ajuda a amenizar o aquecimento global que ameaça arruinar corais, causar danos a peixes, animais marinhos e aves...( saiba mais no< http://www.mcsuk.org/>)
2. Leve sempre consigo à praia uma segunda sacola para recolher os recicláveis e o lixo úmido. Esteja sempre certo(a) de que está dispondo corretamente as sobras dos produtos que consome.
Acorde!! Chega de ser um (a) consumidor (a) distraído(a) - como a garota que desembrulha seu sanduíche e deixa - PASME!!!- voar a sacola plástica pelo ares dos mares!!! ( veja em <http://riseaboveplastics.blogspot.com/>).
3. Não compre jóias, bijuterias e peças de decoração feitas de estrelas do mar,corais ou outras formas de vida marinha, a menos que possa ter certeza de que esses animais estavam mortos antes de se tornarem enfeites.
4. Ajude a limitar a invasão de espécies exóticas. Limpe bem seu barco, respiradores, nadadeiras e outros equipamentos antes de levá-los a outro corpo de água.
5. Não jogue pela descarga sujeira de cães e gatos pois podem ancorar perigoso patógeno associado a mortes de lontras marinhas.
6. Fique longe das dunas. Dunas de areia são importante habitat para muitas espécies de plantas e animais, além de ajudarem a proteger as praias contra a erosão.
Imagem: <http://www.istockphoto.com/>, royalty free.

terça-feira, 21 de abril de 2009

"A farra das sacolas plásticas"...comentário sobre artigo de André Trigueiro amplamente divulgado alguns anos atrás

Sem fazer apologia sobre os plásticos, gostaria que todos meditassem sobre as linhas abaixo a respeito da matéria "A farra das sacolas plásticas", do jornalista André Trigueiro, publicada alguns anos atrás .Há realismo e entendimento do problema, quando disse, por exemplo, no OESP em 27/02/09, o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SP), Casemiro Carvalho: “A obrigatoriedade do uso de uma tecnologia de degradação não vai resolver o problema dos resíduos sólidos. Quando a sacola vai para o aterro, não se biodegrada. A última coisa que vai receber ali é oxigênio e luz. Só seria recomendável usar esses plásticos se tivéssemos condição adequada de compostagem”. Falta encarar o problema de frente: a questão que necessita de uma resposta adequada e urgente é como acondicionar o lixo úmido/ orgânico/doméstico levando em conta o menor impacto ambiental do descarte a um custo que todo o mundo possa pagar? Imaginem que amanhã iremos acordar e todos os habitantes do planeta terão 100% da consciência necessária para separar e destinar corretamente os resíduos recicláveis, que a indústria tornou-se pró-ativa e encontrou novos métodos de reciclagem/reaproveitamento/ reutilização da grande maioria das sobras dos produtos industrializados e que os governos não tenham interesses que se enterrem nos aterros. ( Mundo utópico esse! ) Qual será o problema a se apresentar nessas condições? Investigar e identificar a forma de resgatar do lixo os materiais que persistem no meio ambiente (e, portanto, não se aplicam à compostagem) e incentivar seu reaproveitamento. Na Política Estadual de Resíduos Sólidos do ESP está prevista a criação do Fundo Estadual de Resíduos Sólidos para financiar projetos de reciclagem nos municípios e promover a participação da sociedade. Só não sei se está implementado; este Fundo deveria ser gerenciado por representantes das partes (indústria, administração pública e população) e juramentado contra corrupção. Usinas de incineração com reaproveitamento de energia ainda me parecem a coisa mais certa para os resíduos plásticos. Os dois principais entraves são o efetivo controle da poluição de uma usina dessas bem como o alto valor do investimento. Usinas de despolimerização química, são unidades menores que convertem Polietileno ( o plástico das sacolas) em óleo e podem ser uma solução mais econômica pois instalações menores poderiam ser distribuídas pelas regiões geradoras do lixo. A petroquímica aceitaria resgatar as sacolas dos lixões para retirar-lhes o conteúdo energético na forma de óleo ? O problema é MUITO maior do que mostram as sacolas plásticas das quais nos servimos sem outra opção que combine custo, resistência mecânica e propriedades físicas;inegável, não é? A administração pública serve-se delas como ponto de partida, para resolver um problema de saúde pública!! O destino deste planeta cansado está ainda em nossas mãos. O que cada um de nós faz, conta! A.T.- Anda AMBiente, 21/04/2009