OS OCEANOS ESTÃO MUDANDO

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Papel ou plástico?


Costumamos acreditar que o papel é inofensivo e ecologicamante mais eficiente do que o plástico.
Não é bem assim:
São necessários sete caminhões para carregar a mesma quantidade de sacos de papel que carrega um caminhão de sacos plásticos. Isto é sete vezes a quantidade de combustível consumido e emissões para a atmosfera. Sacos plásticos consomem apenas 18% da energia necessária para fazer sacos de papel.
A maioria das usinas de queima de combustíveis fósseis produz sua própria energia.
Sacos plásticos usam apenas 3% da água limpa necessária para fazer sacos de papel.
Sacos plásticos produzem 80% menos lixo do que o papel. Isto significa que é preciso cinco vezes o número de caminhões para carregar o mesmo número de sacos de papel ao depósito de lixo para cada caminhão de sacolas plásticas.
De:Plastics Engineers search/Facebook,2009
Muitas sacolas retornáveis disponíveis no mercado visando a substituição das típicas sacolas de supermercado, são feitas à base de plásticos sintéticos derivados do petróleo.
Ainda não li em lugar nenhum a disposição das lideranças em encarar que o problema a ser resolvido é a gestão integrada do lixo urbano e diz respeito à toda sociedade: indústria, governos e consumidores.Parece que preferimos nos iludir com soluções aparentes para problemas tão sérios, ou que estamos de fato, perdidos, sem saber como voltar para casa.
Enquanto isso, usamos sacolas retornáveis sintéticas, substituímos sacolas plásticas por oxibiodegradáveis, que se fragmentam e contaminam tudo ao seu redor. Procure nos supermercados materiais rotulados com essa classificação e ajude a não espalhar seu uso nocivo.
Há muitas notícias sobre materiais para substituir os plásticos mas efetivamente o custo de materiais compostáveis ainda é proibitivo para esta aplicação. Além do mais, a coleta seletiva e a compostagem dos resíduos orgânicos garantiriam grande parte da solução do problema do lixo urbano pós-consumo.
O mau uso de qualquer produto torna-o um produto inimigo da sociedade e do meio ambiente.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

DEFINIÇÕES ÚTEIS

Fala-se mal dos (inegavelmente) úteis materiais plásticos ultimamente. São (inegavelmente) os vilões da terra e do mar. Pedaços do que foram produtos dos quais nos servimos e descartamos sem pesar e principalmente sem pensar, são os campeões de mortes de pássaros e animais marinhos oceanos e mundo afora. Então, fala-se em bioplásticos, plásticos degradáveis e oxibiodegradáveis e outros termos, no sentido de trazer a salvação para o mal causado pelas (inegavelmente) visíveis sacolas plásticas convencionais, que surgem em toda parte, seja em praias desertas ou movimentadas, seja nas ruas das cidades ou nos aterros. Ainda há bem poucos produtos reais feitos desses novos materiais, por enquanto, por razões que afetam o bolso dos consumidores globais. Algumas definições úteis ajudam-nos a compreender o que são esses "biomilagreiros" materiais que nos permitirão dormir em paz porque não veremos mais sacolas plásticas voadoras! Claro, desde que os consumidores fiquem atentos!

Degradação:Redução do tamanho das moléculas do material a partículas através da ação da oxidação( com oxigênio).

Bio-degradação: Processo pelo qual os micro-organismos (bactérias, micróbios, algas) quebram a matéria e formam como resíduo dióxido de carbono,água e biomassa.

Compostabilidade: Processo através do qual, na presença de água e calor as moléculas de um material são transformadas em dióxido de carbono,água e biomassa num espaço de tempo muito curto (menos que 140 dias segundo a Norma ASTM D 6400-04).

Oxi-degradação ou Oxi-biodegradação: O mesmo processo que a degradação e bio-degradação,com a adição de um catalisador para acelerar o processo. Quando as moléculas forem reduzidas a um tamanho suficientemente pequeno,elas podem então ser ingeridas por bactérias( bio-degradação).

Foto-degradação: Decomposição do material quando exposto à energia radiante,tal como a ação da luz do sol,que cria mais alta reatividade e causa oxidação ou qualquer outro tipo de degradação.

Quero chamar a atenção para os projetos de leis que pipocam em cidades, estados e até no Senado focalizando os vilões plásticos e as mal amadas sacolas que estão sob os holofotes.

Em matéria publicada pelo OESP em 27/02/09, o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SP), Casemiro Carvalho disse: “A obrigatoriedade do uso de uma tecnologia de degradação não vai resolver o problema dos resíduos sólidos. Quando a sacola vai para o aterro, não se biodegrada. A última coisa que vai receber ali é oxigênio e luz. Só seria recomendável usar esses plásticos se tivéssemos condição adequada de compostagem”. Em 2004 somente 1% do lixo no Brasil era disposto em usinas de compostagem, segundo publicado pelas "Fichas Técnicas" do CEMPRE, Compromisso Empresarial para Reciclagem. Quando os supermercados não nos oferecerem mais sacolas é bastante provável que aumente a produção de sacos de lixo feitos do mesmo plástico. Se olharmos o assunto sob outra perspectiva, vamos perceber que falta mesmo é resolver o problema do acondicionamento do lixo e não necessariamente acabar com as vilãs voadoras. Mas, de quem é esse problema?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

VERDE MUITO CLARO

A senadora Serys Slhessarenko ( PT- Mato Grosso) acalenta a aprovação do Executivo para seu projeto 291/06, pelo qual concede benefício no Imposto de Renda (IR) às empresas que utilizem produtos de plástico biodegradável ou hidrossolúvel. Em outro projeto ( 424/08) já apresentado ao Senado, a parlamentar defende o banimento das sacolas plásticas que não se degradem facilmente, determinando que todo supermercado utilize apenas as biodegradáveis. Propostas desse naipe vem se tornando mais assíduas no Poder Legislativo e, desde que o movimento ambientalista se entranhou na opinião pública, idéias como as abraçadas pela senadora tendem a surgir com mais frequência ,reforçando as provas de engajamento ecológico exibidas em palanques eleitorais. Sob a lupa da cadeia do plástico, os projetos de Serys Slhessarenko não aguentam dois rounds no rinque da avaliação técnica. Mas sua entrevista sobre o projeto 291/06 ( saiba mais em www.plasticosemrevista.com.br, p.62), constitui um manancial de informações discutíveis, mas preciosas para os porta-vozes do plástico assimilarem melhor a linha de raciocínio e o conhecimento superficial sobre o material e suas afinidades com o desenvolvimento sustentável que transparecem do legislativo federal quando o assunto é o meio ambiente. DE: "Plásticos em Revista", nº 548, p.62/63 Foto: www.fotoserach.com.br, royalty free.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dicas VERDES para quem vive à beira-mar

ESSAS SÃO MESMO BOAS PARA QUEM NÃO É MARINHEIRO MAS ESTÁ SEMPRE RECEBENDO A ENERGIA DO MAR ... ANOTE...
1. Reduzir a quantidade de gás do efeito estufa que geramos ajuda a amenizar o aquecimento global que ameaça arruinar corais, causar danos a peixes, animais marinhos e aves...( saiba mais no< http://www.mcsuk.org/>)
2. Leve sempre consigo à praia uma segunda sacola para recolher os recicláveis e o lixo úmido. Esteja sempre certo(a) de que está dispondo corretamente as sobras dos produtos que consome.
Acorde!! Chega de ser um (a) consumidor (a) distraído(a) - como a garota que desembrulha seu sanduíche e deixa - PASME!!!- voar a sacola plástica pelo ares dos mares!!! ( veja em <http://riseaboveplastics.blogspot.com/>).
3. Não compre jóias, bijuterias e peças de decoração feitas de estrelas do mar,corais ou outras formas de vida marinha, a menos que possa ter certeza de que esses animais estavam mortos antes de se tornarem enfeites.
4. Ajude a limitar a invasão de espécies exóticas. Limpe bem seu barco, respiradores, nadadeiras e outros equipamentos antes de levá-los a outro corpo de água.
5. Não jogue pela descarga sujeira de cães e gatos pois podem ancorar perigoso patógeno associado a mortes de lontras marinhas.
6. Fique longe das dunas. Dunas de areia são importante habitat para muitas espécies de plantas e animais, além de ajudarem a proteger as praias contra a erosão.
Imagem: <http://www.istockphoto.com/>, royalty free.

terça-feira, 21 de abril de 2009

"A farra das sacolas plásticas"...comentário sobre artigo de André Trigueiro amplamente divulgado alguns anos atrás

Sem fazer apologia sobre os plásticos, gostaria que todos meditassem sobre as linhas abaixo a respeito da matéria "A farra das sacolas plásticas", do jornalista André Trigueiro, publicada alguns anos atrás .Há realismo e entendimento do problema, quando disse, por exemplo, no OESP em 27/02/09, o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SP), Casemiro Carvalho: “A obrigatoriedade do uso de uma tecnologia de degradação não vai resolver o problema dos resíduos sólidos. Quando a sacola vai para o aterro, não se biodegrada. A última coisa que vai receber ali é oxigênio e luz. Só seria recomendável usar esses plásticos se tivéssemos condição adequada de compostagem”. Falta encarar o problema de frente: a questão que necessita de uma resposta adequada e urgente é como acondicionar o lixo úmido/ orgânico/doméstico levando em conta o menor impacto ambiental do descarte a um custo que todo o mundo possa pagar? Imaginem que amanhã iremos acordar e todos os habitantes do planeta terão 100% da consciência necessária para separar e destinar corretamente os resíduos recicláveis, que a indústria tornou-se pró-ativa e encontrou novos métodos de reciclagem/reaproveitamento/ reutilização da grande maioria das sobras dos produtos industrializados e que os governos não tenham interesses que se enterrem nos aterros. ( Mundo utópico esse! ) Qual será o problema a se apresentar nessas condições? Investigar e identificar a forma de resgatar do lixo os materiais que persistem no meio ambiente (e, portanto, não se aplicam à compostagem) e incentivar seu reaproveitamento. Na Política Estadual de Resíduos Sólidos do ESP está prevista a criação do Fundo Estadual de Resíduos Sólidos para financiar projetos de reciclagem nos municípios e promover a participação da sociedade. Só não sei se está implementado; este Fundo deveria ser gerenciado por representantes das partes (indústria, administração pública e população) e juramentado contra corrupção. Usinas de incineração com reaproveitamento de energia ainda me parecem a coisa mais certa para os resíduos plásticos. Os dois principais entraves são o efetivo controle da poluição de uma usina dessas bem como o alto valor do investimento. Usinas de despolimerização química, são unidades menores que convertem Polietileno ( o plástico das sacolas) em óleo e podem ser uma solução mais econômica pois instalações menores poderiam ser distribuídas pelas regiões geradoras do lixo. A petroquímica aceitaria resgatar as sacolas dos lixões para retirar-lhes o conteúdo energético na forma de óleo ? O problema é MUITO maior do que mostram as sacolas plásticas das quais nos servimos sem outra opção que combine custo, resistência mecânica e propriedades físicas;inegável, não é? A administração pública serve-se delas como ponto de partida, para resolver um problema de saúde pública!! O destino deste planeta cansado está ainda em nossas mãos. O que cada um de nós faz, conta! A.T.- Anda AMBiente, 21/04/2009